Berenic - Artista Plástica e Poetisa. Quando criança gostava de rabiscar as calçadas com giz colorido ou mesmo usando o carvão. Na escola trocava o horário do recreio para ficar desenhando ao quadro negro.
Fez sua primeira exposição de pintura em 1977, na cidade de Salvador, Bahia. Reside no Rio de Janeiro desde 1981.
No Museu de Arte Moderna fez vários cursos, dentre estes o de “Análise e Crítica da Obra de Arte”. Tem formação em Arte Terapia. Realizou centenas de exposições no Brasil e exterior, incluindo individuais, coletivas, Bienais e Salões de Artes Plásticas, fazendo jus a várias premiações.
Ilustrou com as suas obras inúmeros livros e revistas de arte, cartões de telefone e Tele listas de várias cidades no Brasil. Escreve sobre arte e cultura no Jornal o Rebate, onde tem um Blogspot e participa de várias revistas de poesias. Faz parte do site dos Poetas Del Mundo, onde tem como missão difundir a Paz mundial. Presta serviços e pintura de arte e adereços na construção de cenários para Rede Globo de televisão.
No ano de 2007 e 2008 foi condecorada com a insígnia da Medalha do Mérito Humanitário Nise da Silveira e Maria Quitéria, outorgada pela FALASP – Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo. Recebeu também Moção de Congratulação e Louvor da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
E Membro Correspondente Titular da “Academia de Letras da Mantiqueira”, da Estância de Águas de Lindóia, passando a ocupar a cadeira de número 56 patronímica de Henri Julien Felix Rosseau. E Membro Correspondente da AILA- Academia Itapirense de Letras e Artes.
Recebeu da FALASP a comenda JK (Jucelino Kubtischek) a título de Dama Comendadora. Laureada pela Academia de Artes, Ciências e Letras de Paris, com ‘Medaille Dargent’ em 2009, pelos seus méritos artísticos e culturais.
Nascer e morrer
Nascemos nus
Na bagagem somente
o invisível DNA
Passamos a vida correndo
atrás de sonhos a realizar.
Nos escondemos por entre perdas e fracassos
ansiosos em busca de conquistas.
Por vezes tropeçamos
nos buracos negros da vida
Poucos oferecem a mão amiga a nos levantar
Mas quando subimos ao podium
muitos aparecem para te admirar
Sem contar os invejosos
que enceram o chão para te ver escorregar
Somente a mão do todo poderoso
está sempre pronta a nos amparar.
Quando o pai nos chama
o trem da vida não espera
a bagagem pegar
Embarcamos como estamos
sem lenço e sem documento .
Adormecemos no embalo dos trilhos
acordamos do outro lado da vida
Somente o pai a nos esperar
“Tu és meu filho,
Eu hoje te gerei
Pede-me e eu te darei as nações
por herança.”
“ E os fins da terra
por tua possessão” SL 2:7-8
Berenic
Quando Deus nos chama
Hoje
nem lágrimas
tenho para chorar
Meu coração se afoga
num pranto de
dor e saudade...
Até os céus se vestiu de cinzas e
derrama –se em chuvosas lágrimas.
Só o triste canto do pardal
quebra o silêncio do meu mundo
que se fez em pedaços....
Perdi o meu primeiro amor
Aquela que soube me amar
como ninguém
Meu consolo é
que a perdi
mas Cristo a achou .
Mãe !
Te amarei
eternamente
como Jesus
te amo
Berenic
Tua ausência
As noites infindas
abraçam a chuvosa manhã....
O profundo silêncio
fala da tua ausência
em sombrias lembranças
que tento esquecer.
A dor retorce-me os ossos
num canto de angústia e solidão
Uma lágrima rola-me a face
tentando encontrar o teu seio amigo
que muitas vezes soube enxugá-la
com o carinho e amor
do teu coração.
Mãe!
Te amo
Berenic
Retalhos da vida
A vida é uma colcha de retalhos
que vamos encontrando no balaio da vida.
Dia, após dia, costuramos a nossa dor, o nosso amor.
Tecemos verdades, mentiras, fuxicos.
Cortamos, aparamos, emendamos e até mudamos a cor.
Assim vamos tecendo a nossa colcha de retalhos
que um dia será estendida sobre a cama do cenário da vida
estampando o nosso passado de lembranças coloridas.
Deixaremos no balaio da vida
pedaços de amor, restos
de vida, pontas de tristeza, trapos de dor.
Fiapos de esperança
emaranhado de linhas que outros irão desembaraçar.
Novelos de lã tricotarão casacos de luxo.
Meadas de linhas serão tecidas pela mão do pobre
que tece, tece e re-tece,
mas que casaco nunca veste para cobrir a sua nudez.
Retalhos da vida
sobras de sonhos que não se realizam.
Berenic
Mistérios da vida
Por sermos programados com ilusões,
é que passamos a não ser verdadeiros..
Nascemos gritando por sermos cortados
de uma vida que não era a nossa.
Vivíamos em águas tranqüilas
hoje nos afogamos.
Éramos alimentados
hoje temos que chorar por isto.
Não pensávamos em nada
hoje temos que em tudo pensar.
Vivíamos sozinhos
hoje temos que conviver com muitos.
Não enxergávamos nada
também não haviam pedras para tropeçar.
O barulho do mundo não nos incomodava.
Tínhamos um coração, mas não havia a quem amar.
Desfrutamos deste mundo por nove meses apenas
o que nos parecia ser eterno.
De repente, um grito de mulher em dor
nos acorda para a vida .
" Meu filho, te amo" !
Envolto em cordão e sangue
nos enxugam para vida
e nos cobrem a nudez
Hoje, temos o mundo
e não somos dono de nada.
Mistérios da vida.
Mãe Te amo!
Berenic
A obra
Começa no sonho da alma,
no imaginário do meu inconsciente.
Quando diante da ausência de cor,
no infinito branco de uma tela,
ouço uma voz que me diz: Vai!!!!!
Mergulho então no recôndito do meu ser interior
e navego num impulso quase mágico,
sem hora marcada,
sem regra,
sem algemas,
sem pensar muito.
Apenas deixo fluir aquele sonho,
fazendo deste momento
uma realidade substancial,
onde o expectador
é o seu complemento final
Berenic
Sombras da noite
Estende um véu como cortina
Entre montanhas
Irradiando luz aos meus sonhos
Tesouros escondidos mostram
ouro e prata a resgatar
Risos perdem-se nas noites alegres
Gritos e medos entre sonhos e escuridão
O murmurar das águas movem rios profundos
Infinitas árvores beijam os céus
Abrigo em sombras mil nos dá o fruto
Entre jacarés e cobras gigantes
Tapetes flutuantes de verde cobrem as águas.
Gaivotas navegam nas asas do vento
Anjos rasgam véus entre nuvens cor-de-rosa
Pintando o arco-íres descansam a sombra do luar
Jogando estrelas no céu infinito brilho resplandece
Perdida em meus sonhos
Encontro os brancos lírios da paz
Berenic
Amar
Sorrir sozinha
Olhar sem direção
Caminhar sem rumo certo
Caminhar descalça na areia da praia
Contar as estrelas
Apreciar o luar
Buscar em cada lágrima um sorriso
Em cada sorriso um motivo a mais para ser feliz
Como é bom amar
É simplesmente ser atriz
Sentir ciúmes mas confiar
Não precisa ser correspondida
Nada exige em troca
Afinal
Amar é fazer feliz o outro
Tão bom seria
Que ao menos por um dia
Pudesse o homem entender
O coração de uma mulher
Berenic
Saudade
Esta ausência presente
Em tudo um pouco de você
Este infinito vazio
Me enche a alma
Esta busca constante
Onde está você
Te vejo em tudo
Mas não te encontro
Falo com você
só o silêncio responde
Ouço o seu sorriso
me derramo em lágrimas
Que saudades de você
Um grito ensurdecedor invade
minha alma
Só a voz do silêncio responde
Não ouço mais o som do seu teclado
Seu calor já não sinto
Está fria a noite
Está frio este amor
Aquece-me pôr favor
Não deixa este sonho acabar
Sem lenha o fogo apaga
E o que resta
Apenas cinzas que o vento sopra
eternizando este amor
Que não tive
Sonhei apenas
Berenic
Entre cinzas
Desperta tu que dormes
Levanta-te dentre os mortos
Cristo te esclarecerá
Ressurge das cinzas
O! Fênix
Sacode do pó
os teus desejos
Rasga em lágrimas
as tuas perdas
Cala os teus
anseios
Confia ao Senhor
As tuas obras
E os teus pensamentos
Serão estabelecidos PV. 16:3
”Deus é o nosso refúgio
E fortaleza
Socorro bem presente
Na angústia.
Ef. 5: 15 PV. 16:3 SL 46:1
Berenic
Homenagem
ao dia da mulher
Você mulher
Ponte para a vida
Ninguém vem ao mundo
Sem pelo teu ventre passar
Nas batidas do teu coração
A certeza da vida
Confirma a criação
Você mulher ungida
Dotada de força beleza e sedução
Luz dá aos homens
Guia seus primeiros passos
Sustenta-o com a seiva do teu amor
Tu és o primeiro amor de todos os homens
Junto ao teu seio cobre-lhe a nudez
Embalando teus sonhos entre sorrisos
Você mulher
Mãe, filha, neta, amiga, Maria
Não importa
Você Mulher
Nação Santa
É país
É Brasil
Berenic
Recanto dos enamorados
Entre flores e espinhos
Caminham os meus sonhos a te buscar
Entre sorrisos florescem os lírios em
Busca de paz a conquistar
Entre beijos a flor se regala
Borboletas coloridas enfeitam os céus
Vestido de azul
O galhardo pavão exibe a sua exuberante
Cauda cortejando a fêmea
Pássaros gorjeiam trazendo o sol da radiante manhã
Serena inquietude invade os corações apaixonados
É dia dos enamorados
O vento sopra trazendo o teu perfume de aroma suave
Desperta um desejo ardente de beijar
Teus lábios quentes de mel
Em que peito bates
Ó insensato coração
Vem buscar a chave
Para abrir meu coração
E encher-me de emoção....
Berenic
Tarde fria
A chuva se derrama em lágrimas geladas
Molham-me os pés
Somente o seu gotejar quebra o silêncio
Do meu mundo com a sua canção
O dia se perde em sombria aurora
As rosas entristecem suportando
A solidão entre os espinhos
Um manto de paz
Mostra os lírios adormecidos
As mãos geladas escondem-se do frio
Sob cobertas
Enmudeço entre
Meus sonhos de verão...
Onde sorrisos quebram a realidade
Adormecida em alegres fantasias...
Fria tarde de verão.
Berenic
O amor
Surge de repente
Plantado como
Semente
Regado germina
Nasce em silêncio
O amor
Cresce cria raízes
Brotam galhos
Sopram ventos
Folhas gritam agitadas
Rosas desnudas.
Botões entre espinhos
A chorar
Galhos ao vento
Levam as borboletas
Que enfeitam os ramos
É outono
Primavera sempre haverá
Florescendo o jardim
Borboletas voltarão a bailar
Beijando flores
Aperfumar.
Berenic
Equecer-te não posso
Na real esquina da vida
Uma solidão abate
M’alma .
Pintando sonhos em secreto
Ocultando um desejo ardente
De ser feliz.
Os meus olhos
De saudade choram os teus.
No silêncio
Murmuro o teu nome
Entre meus sonhos
Esquecer-te não posso.
Buscarei entre grãos de areia o teu sorriso
Alimentarei de sonhos
Este infinito amor.
Esquecer-te
Não posso
Berenic
Eu e o mar
Tranqüilo em seu profundo silêncio
Parece ocultar o furor
Das suas marés
Ao molhar-me os pés
Sinto o seu humor
Ao tentar abraçar-lhe
Suas ondas arrebatam-me o coração
Como que rejeitando a minha presença
Muitas são as influências
Até a lua interfere em suas marés
Tão grandioso e bravo mar
Teus limites são traçados pelo Criador
E influenciados pela natureza
Dos amigos que te cercam
Observo o vai e vem das suas ondas
Que ao beijar a branca areia da praia
Derrama-se num espumante sorriso
Onde o brilho do sol parece aquecer-te o coração
Num murmúrio delirante ..
Busca entre grãos de areia
Acariciar-me o corpo
Que flutua entre o teu beijo
Que salga m’alma
Querido mar revolto
Quando toca-me os pés
Acaricia-me
O coração
Com a tua
Canção
Berenic
Tempestade no mar da vida
Talvez hoje
O vento sopre tempestade
Ondas cobrem teu barco
Que o mar agitado
Tenta afundar
Sozinho
Abandonado pela própria sorte
Aflito grita:
Senhor acorda
Socorre-nos
Estamos perecendo Mt 8: 23
Homem de pouca fé
Diz o senhor
Não temas
Eu estou contigo
Não te assombres
Porque eu sou
Teu Deus
Eu te esforço
Te ajudo
E te sustento
Com a destra
Da minha justiça Is 41:10
Digo ao vento
Cala-te!
E ao mar
Para!
A bonança chega
Ao teu barco
Navegas ainda hoje
Em águas tranquilas
Tem bom ânimo
Jesus está no teu barco
Desperta-o
Ele satisfará
Os desejos do teu coração.
Berenic






















































